fechar

Resumo de novelas

MENU



I Love Paraisópolis: Primeiras impressões

por: Adrien Carlos Duarte em Colunas e críticas das novelas
na data: 13/05/2015 | 14:15

A Globo colocou no ar nesta segunda-feira a sua nova aposta no horário das sete. I Love Paraisópolis, que chega para substituir a bem sucedida Alto Astral fez bonito já nos capítulos iniciais. A agilidade da trama, marca registrada do diretor da novela, Wolf Maya contrasta um pouco com o clima mais bucólico de sua antecessora, mas parece funcionar para contar a história da vida corrida de Marizete e Pandora.

O sotaque paulistano do elenco da trama pode ter causado estranhamento saindo da boca de atores genuinamente cariocas, ainda mais se contarmos o fato de que através das próprias novelas o carioquês chegou à casa dos telespectadores por anos. É claro que no segundo capitulo este estranhamento já diminuiu e acredito que vá desaparecer com o andamento da novela, já que tanto os artistas, como o próprio público se acostuma rápido com esse tipo de coisa.

A trama de Alcides Nogueira e Mário Teixeira chegou trazendo um clima ensolarado, cheio de paisagens quentes e alegres, o que costuma agradar o telespectador deste horário, a história da Cinderela brasileira parece que vai funcionar. A escolha acertada de Maurício Destri como galã, traz expressividade ao núcleo principal e a química entre Bruna Marquezine e Tatá Werneck é visível e agradável de observar.

Outro acerto foi a escalação de Letícia Spiller, recém saída de Boogie Oogie, que vive a perua Soraya. O papel parece perfeito pra ela, e o tom exagerado da personagem parece bem adequado a uma trama que tem nuances tão maniqueístas.

Enfim, difícil prever o sucesso de uma novela quando vimos tão pouco dela, porém a estreia de I Love Paraisópolis teve mais acertos do que erros. Ponto para a escolha de Maria Casadevall, como a elegante Margot, para Caroline Abras, que pelo jeito tem muito a mostrar com a sua Ximena e para o casal de protagonistas que mostrou uma química perfeita desde a sua primeira cena junto.

Vale citar ainda a riquíssima ambientação da obra, com cenários detalhados e ambiciosos - cerca de 10 mil metros quadrados construídos no PROJAC - e a volta de artistas veteranos, como Nicette Bruno, Lima Duarte e Soraya Ravenle.

Dos poucos pontos fracos que a trama apresentou até agora, podemos citar a fraca atuação de Caio Castro, que parece não estar à vontade no papel, a inexpressividade habitual de Henri Castelli, e o didatismo do texto em determinadas cenas, como nas varias vezes em que Mari explica que foi criada pela tia, e as diversas vezes em que foi dito sobre como Benjamin foi abandonado pela mãe, Soraya.

De qualquer modo, essas reafirmações servem pra reforçar e fixar na mente do público a origem da personalidade dos protagonistas e o motivo deles serem quem são. Outra coisa que promete ficar por muito tempo na mente dos telespectadores é a música tema do casal protagonista, Thinking Out Loud do cantor Ed Sheeran, que é tão romântica quanto grudenta.


Comentários
TOPO