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Resumo de novelas

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Sete Vidas joga com diálogos e silêncios

por: Adrien Carlos Duarte em Colunas e críticas das novelas
na data: 20/05/2015 | 14:52

A trama das 6 já pode ser considerada um sucesso. Chegou de mansinho, com pouco alarde até mesmo por parte da emissora, que preferiu dar prioridade à promoção de seus outros folhetins. Ainda assim, o texto sensível de Lícia Manzo foi conquistando o telespectador com calma, com diálogos simples e bem estruturados, que falam direto ao sentimento do telespectador, já que ali, no texto e na tela, estão impressas experiências de vida e sensações puramente humanas. É um texto que fala direto com o emocional do público.

Débora Bloch e Domingos Montagner (Foto: TV Globo)
Débora Bloch e Domingos Montagner (Foto: TV Globo)

O cotidiano, tão bem retratado traz certo conforto pra quem se envolve com a trama, e embora a autora evite comparações com o igualmente sensível Manoel Carlos, não há como evitar se perceber certas semelhanças entre as crônicas que ambos tecem sobre o dia a dia das pessoas. O acerto de Lícia reside, talvez, no fato de os diálogos criados por ela, parecem saídos da boca de qualquer um de nós, com argumentações válidas e conversas inteligentes. São apenas seres humanos discutindo relações.
Não é a toa que Sete Vidas não necessite de um vilão para funcionar, já que as paisagens, a trilha instrumental e principalmente o silêncio são muito bem usados para transmitir exatamente a sensação que cada cena precisa. Aqui, a direção de Jayme Monjardim tem papel importante, pois consegue dar à trama o tom calmo e ensolarado que o texto de Lícia exige.

Abertura de Sete Vidas
Abertura de Sete Vidas

É claro que nada disso seria o suficiente para o bom andamento da trama: sem a atuação impecável de todo o elenco, e o entrosamento entre artistas veteranos e artistas da nova geração, a novela não funcionaria, já que para dar vida a um texto tão humano, e necessário um elenco igualmente humano, talentoso e sensível.

 


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