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Resumo de novelas

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As maiores vilãs das novelas brasileiras

por: Redação em Matérias especiais de novelas
na data: 25/03/2015 | 11:08

O brasileiro tem um verdadeiro caso de amor pelas vilãs das telenovelas, que por vezes acabam tendo mais carisma e conquistando mais simpatia do público do que as próprias mocinhas das tramas. Além de serem as responsáveis diretas por quase toda a agilidade das tramas, as maldades das vilãs ainda têm a função de deixar jornada dos protagonistas mais interessante, já que elas sabotam, criam obstáculos e infernizam a vida de todos à sua volta.

Acompanhe agora aquelas antagonistas que fizeram história na nossa teledramaturgia e conquistaram o seu lugar no imaginário dos brasileiros.

Odete de Almeida Roitman

Novela: Vale Tudo 
Autor: Gilberto Braga, escrita com Agnaldo Silva e Leonor Bassères
Período: De maio de 1988 a de janeiro de 1989

Se existe uma mãe de todas as vilãs da dramaturgia brasileira, essa mulher é a Odete Roitman (Beatriz Segall). Suas maldades, que servem de inspiração até hoje para a maioria das megeras de todos os folhetins, foram mostradas na novela Vale Tudo, escrita por Gilberto Braga, com a colaboração de Agnaldo Silva e Leonor Bassères. Entre a sua lista de maldades está a sua maneira própria de esculachar o Brasil e seu desprezo pelos pobres. Inescrupulosa, humilhava sua filha alcoólatra, Heleninha Roitman (Renata Sorrah), tramou para separar o casal Ivan (Antônio Fagundes) e Raquel (Regina Duarte), chegando a envenenar a maionese da empresa de alimentos da personagem, sem dar importância à possível morte de alguns consumidores, incriminou a própria filha de um crime que ela mesma havia cometido, entre outras coisas escabrosas. Nos capítulos finais, a malvada foi assassinada com três tiros, fazendo o Brasil inteiro, que assistia à trama hipnotizado, a se perguntar: Quem matou Odete Roitman?

Na mesma trama, vale ainda a menção da ambiciosa Maria de Fátima (Glória Pires), uma alpinista social que foi capaz de vender até a casa onde própria mãe morava, para poder crescer na vida.

Perpétua de Joana Fomm

Novela: Tieta
Autor: Agnaldo Silva baseado no livro Tieta do Agreste, de Jorge Amado
Período: De agosto de 1989 a de março de 1990 

Personagem inesquecível da novela Tieta de Agnaldo Silva, Perpétua era a imagem perfeita da falsa cristã. Sempre vestida de preto, sisuda e amarga, a cascavel foi a responsável pela expulsão de sua irmã, Tieta (Cláudia Ohana/Betty Faria) da sua cidade, tirava vantagens dos próprios parentes e usava a moral e os bons costumes como escudo e justificativa para suas crueldades e pecados. A personagem, interpretada por Joana Fomm serviu de inspiração inclusive, para a vilã Cora (Drica Moraes/Marjorie Estiano) da novela Império, do mesmo autor.

Laurinha Albuquerque Figueroa

Novela: Rainha da Sucata
Autor: Silvio de Abreu, escrita com Alcides Nogueira e José Antonio de Souza
Período: De abril a outubro de 1990

Laurinha (Glória Menezes) é uma socialite da elite decadente de São Paulo e é apaixonada por seu enteado Edu Figueroa (Tony Ramos). Os problemas começam quando Maria do Carmo (Regina Duarte) enriquece vendendo sucata e propõe Edu em casamento, em troca da salvação da fortuna em ruínas da família dele. Maria do Carmo se muda então para a mansão dos Figueroa, onde sua vida se torna um inferno por conta das armações de Laurinha, que não se conforma com o casamento. Além disso, a ricaça não hesita em matar o seu marido diabético, trocando os seus remédios por outros e lhe oferecendo doces sempre que possível. Nos capítulos finais da novela, a megera se suicida, se jogando do prédio onde funciona a empresa de Maria do Carmo - não sem antes encontrar um modo de incriminar a personagem - que acabou sendo acusada de homicídio.

Débora Meireles

Novela: Felicidade
Autores: Manoel Carlos e Elisabeth Jhin, baseados em tramas de Anibal Machado
Período: De outubro de 1981 a maio de 1992

A diabólica Débora foi o primeiro papel da atriz Vivianne Pasmenter em uma novela. A sua função na trama vai além de infernizar a vida de uma das Helenas de Manoel Carlos. Mimada e insegura, Débora é apaixonada por Álvaro (Tony Ramos) com quem tem um filho, e fez de tudo pra impedir que o marido se aproxime de Helena (Maitê Proença), por quem ele nutre uma grande paixão. Desequilibrada, para atingir seus objetivos ela chantageia, trapaceia e ameaça, chegando a maltratar seu próprio filho, Alvinho (Eduardo Caldas) e a tentar matar a filha de Helena, Bia (Tatiane Goulart).

Raquel

Novela: Mulheres de Areia
Autor: Ivani Ribeiro
Período: De fevereiro a setembro de 1993

Inesquecível desempenho de Glória Pires interpretando as gêmeas Ruth e Raquel, personagens que já haviam sido de Eva Wilma na primeira versão da novela, filmada em 1973. Raquel é a gêmea má, que trama para roubar o namorado da irmã Ruth, o empresário rico e bem sucedido Marcos Assunção (Guilherme Fontes). Não satisfeita em apenas conseguir casar com o ricaço, Raquel mantém um caso com o picareta Wanderlei (Paulo Betti) e inferniza a vida de Tonho da Lua (Marcos Frota), que é portador de uma doença mental. A virada na trama acontece quando a vilã sofre um acidente no mar e é dada como morta, abrindo espaço para que sua irmã tome o seu lugar junto de Marcos. A odiosa, porém está mais viva do que nunca e volta com sede de vingança, disposta a tudo para recuperar o espaço perdido.

Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque

Novela: A Indomada
Autores: Agnaldo Silva e Ricardo Linhares
Período: De fevereiro a outubro de 1997

Na mítica cidade de Greenville, localizada no nordeste brasileiro e colonizada por ingleses, é onde se passa A Indomada, trama de Agnaldo Silva, que deu a Eva Wilma uma das vilãs mais marcantes da dramaturgia brasileira: Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque, ou simplesmente Altiva. A lista de atrocidades da bruxa é longa, e vai desde dormir com o namorado da irmã a tentar abandonar seu próprio filho - fruto desta traição - em uma lixeira, para morrer de fome e de frio. Com a morte da irmã, suas maldades se voltam para sua sobrinha Helena (Adriana Esteves), que voltou à Greenville para tomar posse da fortuna deixada por seus pais. Amargurada e inconformada, Altiva tinha algo de cômico, e deixou marcadas no imaginário popular diversas expressões, que misturavam inglês com o sotaque nordestino. Sua soberba pode ser vista até mesmo na cena de sua morte, no vídeo abaixo.

Branca Letícia de Barros Mota e Laura

Novela: Por amor
Autor: Manoel Carlos
Período: De outubro de 1997 a maio de 1998

Antes de casar por interesse com Arnaldo de Barros Mota (Carlos Eduardo Dolabella), Branca (Suzana Vieira) teve um curto romance com Atílio (Antônio Fagundes), de quem engravidou. A cobra criou o filho como se fosse de Arnaldo e sempre teve uma predileção clara por ele. Dona de um sarcasmo único, com uma sinceridade desconfortante, Branca marcou por ter uma vilania escrachada, com frases de efeito que são lembradas até hoje. Maltratando desde seus próprios filhos até as empregadas, os alvos principais de sua perversidade são Helena (Regina Duarte), atual companheira de Atílio, e sua filha, Eduarda (Gabriela Duarte) que acaba por se tornar sua nora. Para separar seu filho Marcelo (Fábio Assunção) de Eduarda, Branca conta com a ajuda de outra víbora, a Laura, vivida por Vivianne Pasmanter, que é apaixonada pelo moço.

Laura "Cachorra" Prudente da Costa

Novela: Celebridade
Autor: Gilberto Braga
Período: De outubro de 2003 a junho de 2004

Livremente inspirado na historia do filme A Malvada, sucesso com Bette Davis na década de 50, Celebridade nos trouxe uma das vilãs mais amadas pelo público: Laura Prudente da Costa, ou simplesmente "Cachorra", como era chamada pelo seu parceiro de maldades, Marcos (Márcio Garcia), que atendia pela alcunha de "Michê" quando na presença da cretina. As maldades da Cachorra têm um motivo: a mocinha da trama, Maria Clara Diniz (Malu Mader) recebeu como herança uma fortuna, originada dos direitos autorais de uma música composta pelo pai de Laura, o que a leva a uma saga sangrenta para recuperar o que ela acredita ser dela por direito e, é claro, tomar o lugar de Maria Clara. Tudo isso, usando um lencinho no pescoço e ao som de Sympathy For The Devil, uma trilha sonora bem apropriada.

Nazaré Tedesco

Novela: Senhora do Destino
Autor: Agnaldo Silva
Período: De junho de 2004 a março de 2005

Considerada por muitos a maior vilã da teledramaturgia brasileira, Nazaré Tedesco (Adriana Esteves/Renata Sorrah) preencheu todos os requisitos exigidos na listinha de vilãs. Roubou uma criança de um hospital pra segurar o namorado casado, maltratou muito a enteada Cláudia songa monga (Leandra Leal) e possuía métodos muito peculiares de eliminar suas vitimas, tanto que se tornou inspiração para diversas vilãs que vieram depois dela. Empurrar os inimigos da escadaria ou matar pessoas à tesouradas eram rotina na vida da Naza. A atuação de Renata Sorrah conseguiu transformar uma personagem que poderia facilmente se tornar caricata, em uma megera totalmente crível, que gargalhava depois de cometer seus crimes, e maltratar a heroína da trama, a nordestina Maria do Carmo, vivida por Suzana Vieira. A "louraça boazuda" como costumava se chamar em frente ao espelho, ainda tem em sua conta assassinatos por choque elétrico, cinco abortos, mortes por facadas e muito mais. Seu humor sarcástico e suas tiradas inteligentes foram os maiores destaques da personagem.

Bárbara Campos Sodré

Novela: Da Cor do Pecado
Autor: João Emanuel Carneiro
Período: De janeiro a agosto de 2004

A vilã da primeira novela solo de João Emanuel Carneiro não poderia ser mais inescrupulosa. Além de armar uma gravidez para meter as mãos na herança de Paco Lambertini (Reynaldo Gianechinni), com quem pretendia casar e dar o golpe do baú, Bárbara (Giovana Antonelli) criou o próprio filho completamente sem amor, já que a seus olhos ele era apenas uma fonte de renda. Quando descobre que Paco está apaixonado por Preta (Taís Araújo) ela usa Kaíke (Tuca Andrade), que é o verdadeiro pai de seu filho e completamente apaixonado por ela, para dar fim no relacionamento dos protagonistas. Entram ainda para a lista de crimes da safada: falsificação de DNA, assassinato, fraude, colocar Preta na cadeia através de acusações falsas e sequestro. Assim como a maioria das vilãs que não gosta de sair perdendo, no capítulo final da trama, Bárbara acaba cometendo suicídio.

Cristina Ávilla Saboya

Novela: Alma Gêmea
Autor: Walcyr Carrasco
Período: De junho de 2005 março de 2006

Uma vilã um pouco mais caricata, em uma trama um tanto maniqueísta, como pede o horário das 18:00h. Cristina (Flávia Alexandra) é do tipo obstinado. Invejosa, ela deseja o marido, as joias e principalmente, a vida de suas prima. Com a ajuda de sua mãe ela arma um assalto para tomar posse das joias e Luna (Liliana Castro), sua prima é assassinada por acidente. Nada mais perfeito para Cristina, que assim pôde fazer possível para conquistar o seu grande amor, Rafael (Eduardo Moscovis), que viúvo e com um filho pra criar, entra em depressão. O que Cristina não esperava é que Serena (Priscila Fantin), reencarnação do espírito de Luna apareceria anos depois na vida deles, tentando retomar o amor de Rafael. Á exemplo de outras vilãs amargas, ela ainda fingiu gravidez, armou uma noite de amor com Rafael à base de poções mágicas e humilhou metade do elenco da trama. Assista a cena até o final:

Bia Falcão

Novela: Belíssima
Autor: Silvio de Abreu
Período: De novembro de 2005 a julho de 2006

Uma vilã vivida por Fernanda Montenegro não poderia ficar de fora desta lista. A principal diversão de Bia Falcão era infernizar a vida de sua neta Júlia (Glória Pires), a quem ela acusava de ser incompetente, burra e diferente do resto da família. A noiva de seu neto Pedro (Henri Castelli) também foi alvo das maldades da peste, que passou a querer a guarda da filha do casal após a morte de Pedro. Misteriosamente no meio da novela Bia morre em um acidente de carro, porém alguém continua cometendo atrocidades com o elenco todo. Quem estaria por trás de tantos acontecimentos ruins? A Bia, é claro, que um dia resolveu reaparecer na sua mansão, como se nada tivesse acontecido e continuou aprontando das suas. Teve ainda, um dos melhores finais para uma vilã de novela: acabou saindo do país, rica e com um garotão a tiracolo.

Marta Toledo Flores

Novela: Páginas da Vida
Autor: Manoel Carlos
Período: De julho de 2006 a março de 2007

Mais uma grande vilã para o catálogo do Maneco. Marta, vivida por Lilia Cabral - que recebeu uma indicação ao Emmy Internacional pelo papel - é tudo o que pode haver de detestável em um ser humano. Quando a filha Nanda (Fernanda Vasconcellos) volta da Europa grávida de gêmeos, Marta mostra todo o tamanho de seu preconceito, expulsando a filha de casa, e posteriormente causando indiretamente o acidente que mata a filha. Apesar de tudo os gêmeos conseguem nascer, embora um deles possua Síndrome de Down. É claro que uma pessoa como Marta nunca aceitaria um neto que não fosse "normal" e automaticamente rejeita a menina, que acaba sendo criada por Helena (Regina Duarte). Como poderia ser previsto, Marta não suporta muito tempo cuidando do outro neto e resolve vendê-lo para o pai da criança, que já está com um processo na justiça em busca da guarda da criança.

Flora "Espoleta" Pereira da Silva

Novela: A Favorita
Autor: João Emanuel Carneiro
Período: De junho de 2008 a janeiro de 2009

Flora (Patrícia Pillar) sai da prisão após uma pena de 18 anos e tenta reconstruir sua vida, após ter sido acusada de assassinar Marcelo, marido de Danatela (Cláudia Raia). Além disso, o seu maior objetivo é provar que a assassina é na verdade a própria Donatela, que a incriminou por inveja e armou o crime para acabar com a sua vida. Com o passar da trama, no entanto, vamos descobrindo que Flora é sim a culpada, não só deste crime como de muitos outros, e aos poucos ela vai se revelando um monstro, capaz das maiores atrocidades. Observe:

Constância Assunção (Baronesa de Boa Vista)

Novela: Lado a Lado
Autores: João Ximenes Braga e Cláudia Lage
Período: De setembro de 2012 a março de 2013

O início do século XX e as transformações ocorridas no Brasil na época são o pano de fundo para as maldades de mais uma vilã antológica de Patrícia Pillar. Dando um tom completamente diferente - e nem por isso mais fraco - de sua Flora, aqui Patrícia consegue dar à sua personagem uma maldade sutil, embora perversa, que engana, manipula, e simplesmente não aceita o seu novo papel na sociedade que está se estabelecendo. Decidida a manter todos os costumes e valores antigos intactos, a Baronesa Constância abusa da falta de caráter, trocando bebês, impedindo sua filha Laura (Marjorie Estiano), recém-formada de dar aulas, negando a presença dos negros, recém libertos, de seu convívio e manipulando o próprio neto. Tudo isso com a maior cara de santa. Sua principal maldade, entretanto, foi armar para que sua filha fosse atropelada, para poder interná-la em um sanatório.

Carmen Lucia Moreira de Souza Araújo (Carminha) 

Novela: Avenida Brasil 
Autor: João Emanuel Carneiro
Período: De março a outubro de 2012

Carminha é considerada, junto com Nazaré, Flora e Odete Roitman, a melhor vilã da teledramaturgia brasileira. Ela ganha esse destaque não só por suas maldades e vilanias, mas sim pela incrível identificação que o público da novela Avenida Brasil teve com a personagem de Adriana Esteves. Além da popularidade na televisão, Carminha também se tornou febre na internet, dando origem a memes e figurando quase todas as noites nos assuntos mais comentados do Twitter. Vamos à lista de maldades da víbora: roubar o próprio marido, abandonar a enteada e depois o filho em um lixão, dar o golpe do baú no seu segundo marido com a ajuda de um amante, destratar os empregados e enterrar a enteada viva. Não é a toa que Nina/Rita (Débora Falabella), a menina abandonada por ela no início da trama, volta em busca de vingança depois de adulta. Carminha também é culpada por deixar ecoando na cabeça dos brasileiros por meses o bordão: É tudo culpa da Rita!

As novelas brasileiras são cheias de antagonistas marcantes e seria impossível listar todas aqui. Você sentiu falta de alguma? Deixe sua opinião nos comentários.

 

 

 

 

 


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