fechar

Resumo de novelas

MENU



Avião com Angélica e Luciano Huck sofre acidente

por: Redação em Notícias sobre novelas
na data: 25/05/2015 | 13:31

Na manhã deste domingo, dia 24 um avião de pequeno porte, com sete passageiros, entre eles os apresentadores Angélica e Luciano Huck, sofreu uma pane e teve que fazer um pouso de emergência.

O acidente aconteceu por uma falha no filtro de combustível da aeronave, que fez um dos motores parasse de funcionar. O piloto teve apenas 10 minutos para fazer o pouso forçado. Além dos apresentadores, estavam a bordo os três filhos do casal (Joaquim, Benício e Eva) e duas babás, além do piloto e o copiloto.

De acordo com a nota da Santa Casa de Campo Grande, todos os passageiros passam bem:

"Por volta das 10h de hoje, 24 de maio, deram entrada na Santa Casa de Campo Grande os pacientes Luciano Huck, Angélica Ksyvickis, José Flávio de Souza Zanatto, Marcíleia Eunice Garcia, Francisca Clarice Canelo Mesquita e três crianças.

Todos eles foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e submetidos a exames de raio-x, tomografia e demais procedimentos, não tendo sido diagnosticado nada grave em nenhum dos pacientes. Todos passam bem.

Por solicitação dos familiares, a Assessoria de Imprensa do hospital comunica que não serão mais liberadas quaisquer informações a respeito do quadro clínico."

Corpo de Bombeiros de Campo Grande / Divulgação
Corpo de Bombeiros de Campo Grande / Divulgação

Angélica estava no Pantanal para gravar uma edição especial do programa Estrelas, que comanda na Rede Globo, e o marido Luciano Hulk e os filhos do casal acompanhavam a apresentadora no trabalho. Na manhã desta segunda-feira, em entrevista à jornalista Patrícia Kogut, a global atribui a Deus a salvação de todos os passageiros:

"Estamos nos recuperando física e emocionalmente. Foi um milagre o que aconteceu. Deus nos salvou. As crianças estão bem e já de alta no hotel graças a Deus! Eu e Luciano passamos a noite fazendo exames e estamos bem. Nada grave, dores de pancada por todo corpo, e tive o cinto que machucou um pouco minha lateral. Estamos muito emocionados com o dia do nosso renascimento. Nem sei como vou poder agradecer a Deus por salvar minha família".

Corpo de Bombeiros de Campo Grande / Divulgação
Corpo de Bombeiros de Campo Grande / Divulgação

O piloto responsável pelo pouso, que ficou com ferimentos na cabeça, também deu sua versão dos acontecimentos à Revista Veja São Paulo:

"Ao começar a descida, que já estava autorizada pelo controle de tráfego aéreo, notei que havia acendido a luz amarela, indicando problema no filtro de combustível. Podia ser alguma obstrução, uma sujeira no combustível. Faltando dez minutos para chegarmos ao nosso destino, o motor esquerdo perdeu a força e fiquei com apenas um motor funcionando.

Quando isso aconteceu, voávamos a uma velocidade de 225 nós [416 quilômetros por hora] e, de repente, já estávamos em 160 nós de velocidade [296 quilômetros por hora]. O avião começou a perder altura rapidamente. E comecei a ver a possibilidade de fazer um pouso de emergência.
Os passageiros perceberam que havia algo errado e houve muito pânico. Muita gritaria. Mas meu copiloto e eu conseguimos manter a calma. Nesses momentos, a gente não pode perder o foco. Tenho mais de trinta anos de carreira e mais de 8 400 horas de voo. Meu copiloto também é bastante experiente e foi muito importante para evitarmos uma tragédia. O Luciano Huck também percebeu a falha e entendeu nosso plano. Ele ajudou muito a passar tranquilidade para a família dele. Ele confiou muito no nosso trabalho.

Com a perda de altitude, eu não tinha muitas opções. Não poderia perder tempo para achar uma pista de pouso. O único motor que funcionava não teria potência suficiente e cairíamos. Tomei, então, a decisão de fazer um pouso forçado, de barriga em uma fazenda. Procurei um lugar que estivesse livre e sem muitos obstáculos Desliguei o único motor que funcionava e fui fazendo a aproximação. Quando estava quase tocando o solo notei que havia gados no meio do caminho. Consegui levantar o avião, desviar dos animais e voltar ao plano de aterrissagem.

A aeronave foi deslizando por uns 450 metros. Estava tudo indo bem, mas encontramos um curva de nível no solo, bem comum em fazendas. Passar com o avião por ali é equivalente a passar com um carro em alta velocidade sobre uma lombada.

Normalmente, quando se passa sobre um obstáculo assim, o avião bate o bico e vira de ponta cabeça. Foi a mão de Deus que não permitiu isso. O avião passou pelo obstáculo e subiu alguns metros, virando a 90 graus em relação ao solo. Consegui controlar a aeronave para que não ficasse de ponta cabeça e atingimos o chão.

Estava todo mundo muito assustado. Em choque. Acho que as crianças estavam chorando. Mas todos desceram andando, inclusive a Angélica e o Luciano. Desci por último, ajudei a tirar as bagagens da aeronave. Como eu havia batido a cabeça no teto do avião, sangrava muito. Tirei minha camisa e amarrei na cabeça para segurar o sangue. Fiquei acenando na pista para ver se conseguia chamar a atenção de alguém que passava por ali. Um fazendeiro da região nos viu e nos ajudou, chamando o resgate.

Fui o último a ser levado e, primeiramente, fui encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento. Esperei horas ali sem ser atendido. Depois, a pedido do governador do estado e do Luciano, fui transferido para a Santa Casa. Levei sete pontos na cabeça e fiz tomografia, mas nada foi detectado. Estou bem. Agora é se recuperar do susto.

O Luciano me ligou para saber como eu estava. Se tinha sido bem atendido. Me deu todo o apoio. Minha felicidade é vê-los todos bem. Que nada grave aconteceu. Sei que eles vão ficar um tempo traumatizados em andar de avião. É normal depois de uma situação como essa. Os filhos, como são pequenos, vão superar isso mais rapidamente.

No meu caso, sei que faz parte da profissão. É o risco que a gente corre. Não tem jeito. O problema é que agora devo voltar a pilotar. Em casos assim, de acidente, é praxe a Anac pedir muitos exames médicos aos pilotos ou até mesmo suspender o piloto. Se tiver de ficar sem trabalhar, não sei como vou sustentar minha família. Aqui em casa só eu trabalho. E eu só sei voar".

O casal de apresentadores ainda deve permanecer em observação, e passará por novos exames para excluir qualquer suspeita de fraturas. As três crianças e suas babás já receberam alta.


Comentários
TOPO